Arquidiocese de Braga -
3 março 2026
Arnoia voltou a caminhar com Cristo nos Passos da Cruz
Comunicação Arciprestado de Celorico de Basto
Realizou-se no passado domingo, na Paróquia de São João Batista de Arnoia, Arciprestado de Celorico de Basto, a solene Procissão dos Passos, num momento de profunda vivência espiritual que reuniu fiéis provenientes das diversas paróquias.
Cerca de cinco décadas após a sua última realização, esta manifestação pública de fé voltou a percorrer as ruas de Arnoia, num ambiente marcado pelo silêncio, pela oração e pela comoção dos presentes. A comunidade uniu-se na preparação e organização desta celebração quaresmal, que pretende agora afirmar-se como uma tradição renovada no calendário pastoral do arciprestado.
O Sermão do Pretório esteve a cargo do P. Parcídio Rodrigues, que, com palavras intensas e profundamente interpelativas, convidou os fiéis a contemplar o sofrimento de Cristo. Na sua intervenção, sublinhou que «cada passo de Cristo rumo ao Calvário é também um passo que somos chamados a dar na nossa própria vida, assumindo com coragem a cruz do amor, do perdão e da esperança». As suas palavras tocaram profundamente a assembleia, gerando momentos de visível emoção e recolhimento.
Estiveram presentes o presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto, José Peixoto Lima, o vereador com o pelouro da Saúde, natural da freguesia, Rui Cerqueira, e o presidente da Junta de Freguesia de Arnoia, Vítor Moura, associando-se institucionalmente a este momento de grande significado religioso e comunitário.
O Administrador Paroquial, P. Sérgio Araújo, manifestou publicamente o seu orgulho e gratidão pela mobilização da comunidade, afirmando que «foi com enorme alegria que vimos tantas pessoas unidas em torno desta iniciativa. Cinquenta anos depois, Arnoia voltou a viver a Procissão dos Passos com dignidade, fé e sentido de pertença. Este não é um ponto de chegada, mas um novo começo. Queremos que esta procissão continue, cresça e marque de forma forte a vivência quaresmal do nosso arciprestado».
A expressiva participação de fiéis, a solenidade do momento e o envolvimento das entidades locais confirmam a importância desta tradição como espaço de encontro, fé e identidade comunitária, reforçando o propósito de a manter viva nos próximos anos.
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