Arquidiocese de Braga -
13 março 2026
Santuário Eucarístico de Alexandrina de Balasar inaugurado a 11 de outubro
DM - Francisco de Assis
O místico e inovador Santuário Eucarístico de Balasar, na Póvoa de Varzim, deve ser inaugurado/dedicado no dia 11 de outubro deste ano, o dia mais próximo da festa litúrgica da Beata Alexandrina Maria da Costa, dia 13 de outubro. A informação foi dada ao Diário do Minho pelo Arcebispo Metropolita de Braga, D. José Cordeiro, após uma visita às obras, na companhia dos seus dois Bispos Auxiliares, o pároco, Manuel Casado Neiva, entre outros responsáveis.
Para além de D. José Cordeiro, a visita foi acompanhada com visível entusiasmo pelos bispos D. Delfim Gomes e D. Nélio Pita; bem como pelo padre Manuel Casado Neiva, ideólogo do Santuário; o cónego Miguel Neto e o padre Carlos Gonçalves.
Questionado sobre a importância do Santuário, o Arcebispo de Braga foi expansivo: «É a presença mais alargada da mensagem que Deus, através da Beata Alexandrina Maria da Costa dá a todo o mundo. Este santuário quer ser a tenda do encontro, na Eucaristia, na companhia de Maria. E é nesta linguagem mística que Alexandrina nos transmite, de amizade com Cristo no quotidiano da vida, no integrar o sofrimento, a esperança, a dor e de ser uma apóstola e artesã da paz», disse, antes de anunciar a novidade: «E a dedicação deste santuário, assim esperamos, vai acontecer no dia 11 de outubro, na proximidade da memória litúrgica da Alexandrina. Será um marco muito importante para a vida da nossa arquidiocese e na vida da Igreja no seu todo. Porque é um santuário eucarístico de celebração, de fé, de adoração e de missão. Tudo aqui passa a falar por si mesmo, na simbólica deste santuário. Será a grande mensagem para a humanidade e para o tempo que nos toca viver».
Para o Arcebispo de Braga, Balasar será ainda mais este referencial de espiritualidade cristã, de vida, de oração, de interpelação de Deus, o quotidiano das pessoas. «Balasar é uma interrogação, é uma grande pergunta para a Igreja e para o mundo», considera, explicando que é mais do que uma resposta. «Porque a resposta que é encontrada através da mensagem da Alexandrina e da atmosfera que aqui se respira, conduz a novas perguntas e quem aqui vem experimenta essa surpresa de Deus na vida desta mulher admirável, desta mulher eucarística».
À espera da abertura do nó da autoestrada
A Arquidiocese de Braga e os responsáveis do Santuário estão também a encetar esforços junto das autoridades estatais, para ver se por essa altura já se pode abrir o nó da autoestrada A7, de acesso à Balasar. «Esperamos que, na articulação do diálogo com o Governo Central, com as autarquias que envolvem Balasar e que tudo ajude, para que os peregrinos que aqui vêm, que são de muitos lugares do mundo, são de várias partes do mundo, tenham acesso facilitado. Até porque, penso que a Alexandrina é mais conhecida fora do que em Portugal. Alexandrina e a sua espiritualidade eucarística, mas também na sua cooperação com os salesianos, na sua vivência mística, é objeto de estudo na espiritualidade contemporânea», enfatizou.
Sobre a arquitetura do santuário, «extraordinariamente rica», o prelado bracarense enalteceu ainda mensagem eucarística e toda a disposição arquitetónica que conduz a um roteiro uma proximidade com Cristo e com a humanidade. «É um lugar de hospitalidade na escuta, no acompanhamento que aqui acontece já e que vai acontecer em maior escala a partir da abertura deste espaço».
D. José Cordeiro falou ainda do ambão e do altar, duas grandes pedras provenientes de Fátima, o que constituiu mais uma ligação da Beata Alexandrina ao Santuário de Fátima.
Faltam acabamentos, móveis e decoração
Segundo o padre Manuel Casado Neiva, todo o esqueleto do santuário está completo, estando agora nos acabamentos e a preparar o mobiliário e a decoração, nomeadamente os vitrais, a cargo de Dina Figueiredo, uma arquiteta focolarista. «Este é um espaço que foi feito de acordo com o que eu estudei sobre a Beata Alexandrina. É Eucaristia e paixão. É uma tenda, um sacrário», disse, frisando que o grande sacrário é visível de todo o interior. A cobertura é um «manto de Nossa Senhora» e terá uma cruz de 11 metros, visível de muito longe. «Estamos a fazer um edifício para que a mensagem que Jesus deixou a Alexandrina seja conhecida por todos. E penso que é um edifício que será uma referência turística e cultural», além da simbologia eucarística e mística.
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