Arquidiocese de Braga -

22 abril 2026

D. José Cordeiro doa sangue e apela à fraternidade entre todos

Fotografia André Arantes

DM - André Arantes

Logo cedo, o prelado chegou descontraído e com um sorriso no rosto, sendo recebido pelo presidente do conselho de administração da ULS Braga, Américo Afonso. Seguiu depois o percurso habitual de qualquer dador: registo na receção, consulta obrigatória e, por fim, a dádiva de sangue, um gesto que já não é novo para quem assume ser dador recorrente.

Num ambiente leve e bem-disposto, D. José não perdeu a oportunidade de lançar um desafio, tentar trazer, numa próxima ocasião, os bispos auxiliares de Braga para também doarem sangue. 

«Doar sangue é um gesto de humanidade e fraternidade. Uma gota de sangue junto a tantas outras gotas salva vidas», disse ao Diário do Minho.

Recorrendo à simbologia cristã, reforçou ainda que «na linguagem bíblica, o sangue é mesmo o sinal da vida e é vital».

«Posso convidar e pedir a todas as pessoas que possam vir doar sangue para doar mais vida a quem precisa. Isto é dar o exemplo para chamar mais gente», apelou à comunidade.

Do lado clínico, Ana Paula Barbosa, diretora do serviço de imuno-hemoterapia da ULS de Braga, sublinhou a importância destas iniciativas, especialmente quando envolvem figuras públicas.

«Eu acho que é precisamente isso que torna este ato mais evidente, relembra as pessoas, chama a atenção e é isso que nós pretendemos», frisou.

A responsável destacou a necessidade de manter a regularidade nas dádivas.

«Temos que ter esta ação sempre presente nas nossas vidas e, portanto, periodicamente fazemos este tipo de ações e é fundamental», salientou, e aproveitou para agradecer aos dadores.

Quanto às reservas num hospital com a complexidade da ULS de Braga, garantir esse equilíbrio é essencial e isso só é possível com dadores regulares.