Arquidiocese de Braga -
4 maio 2026
Mães convidadas a serem as primeiras catequistas dos filhos
DM - Rita Cunha
A Sé de Braga assinalou ontem o Dia da Mãe com uma celebração especial, marcada por uma homilia dedicada ao papel desta figura na transmissão da fé e pelo gesto simbólico de entrega de lembranças a todas as mães presentes.
A celebração foi presidida pelo cónego José Paulo Abreu, que destacou a importância da família como primeira escola de fé, apelando às mães para assumirem um papel ativo na educação religiosa dos filhos. «A Igreja começa em casa. Estas pedras vivas começam em casa», afirmou, sublinhando que cabe às mães comunicar «o amor a Deus, a Jesus e à Mãe do Céu».
Num tom de apreensão, o sacerdote alertou para a crescente falta de conhecimento das orações básicas entre as crianças, questionando o que poderá ser colhido «depois de termos andado a semear», se a dimensão espiritual for negligenciada. Para o cónego, o crescimento integral das crianças não se esgota no desenvolvimento físico ou intelectual, sendo essencial cultivar também a fé. «Por favor, assumam este empenho. Para além do alimento físico e da escola, há o amor de Deus para lhes plantar no coração», apelou.
A homilia incluiu ainda uma reflexão sobre o valor e a missão das mães, descritas como verdadeiros «milagres» de dedicação, carinho e entrega no quotidiano familiar.
Partindo das leituras litúrgicas, o cónego José Paulo Abreu centrou a sua mensagem na imagem de Cristo como Pedra Angular da Igreja, convidando os fiéis a ancorarem a sua vida em Jesus enquanto «caminho, verdade e vida». A partir desta base, recordou que todos os batizados são chamados a ser «pedras vivas» na construção de uma comunidade assente no amor e na justiça. Aqui, lembrou, reside o conceito de «povo sacerdotal».
O cónego destacou ainda a necessidade de cuidar dos mais frágeis, evocando a situação das viúvas na sociedade antiga como exemplo de vulnerabilidade. «É preciso cuidar dessas pedras mais frágeis», afirmou, reforçando o apelo à solidariedade e à corresponsabilidade entre todos.
A celebração incluiu também uma referência à Irmandade de Nossa Senhora da Torre que, como é habitual, neste dia recordou os seus membros, vivos e falecidos, numa prece comum que uniu a comunidade bracarense neste início do mês de maio, tradicionalmente dedicado a Maria.
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