Arquidiocese de Braga -

24 maio 2026

Casa Sacerdotal de Braga celebrou papel fundamental da família

Fotografia DM

DM - José Carlos Ferreira

A Festa das Famílias trouxe uma animação diferente à Casa Sacerdotal da Arquidiocese de Braga neste sábado, 23 de maio. O dia iniciou-se com a celebração da Eucaristia, onde participaram utentes desta casa com as suas famílias que se associaram à iniciativa.

O Bispo Auxiliar de Braga, D. Delfim Gomes, que presidiu à Eucaristia, vincou na sua homilia a importância do núcleo familiar como o primeiro «laboratório da fé», realçando que foi neste seio que a semente do Evangelho foi plantada e cuidada.

«A família, na primeira hora, sempre, e a cada um de nós, como padres, nos ajudou no nosso caminhar», afirmou, recordando o papel decisivo dos pais, avós e padrinhos na iniciação cristã. O seu exemplo, fé e postura foram determinantes para guiar os futuros sacerdotes, sustentou. A homilia de D. Delfim Gomes foi também um momento de profundo agradecimento. O Bispo Auxiliar de Braga reconheceu o sacrifício e a generosidade das famílias, que não só incentivaram a vocação, mas também permaneceram como um pilar de força perante as «tantas tormentas» que a vida sacerdotal pode apresentar. O apoio, a presença e a palavra de consolo dos familiares foram descritos como fundamentais e insubstituíveis, salientou o prelado. 

D. Delfim Gomes, na sua  homilia, pediu ainda desculpa às famílias dos sacerdotes. «Quanto a nós, padres, temos que também de vos pedir desculpa, porque nem sempre tivemos o cuidado, a atenção, a disponibilidade, porque a missão nos ia subcarregando, nos ia retirando aquilo que podíamos ter dado e deixámos de dar àqueles que mais próximos estão, e devem estar e continuarem a estar de cada um. Sois vós a família, a nossa família. Sois vós. Família do padre, família da diocese, família de todos os padres.

Casa de Família

Para o diretor da Casa Sacerdotal da Arquidiocese de Braga e presidente do Instituto Diocesano de Apoio ao Clero, esta é, todo os dias «uma casa de família». «Pelas caraterísticas que tem, esta é uma casa que, sendo sacerdotal, portanto, é em primeiro lugar dirigida aos sacerdotes, por natureza acolhe aqueles que formaram um presbitério. Portanto, já existia uma família antes desta, não somente a do vínculo de sangue, mas também a do vínculo de unção sacerdotal. Por isso, a Casa Sacerdotal tem que ser, por natureza, uma casa de família. Não tem outra identidade», disse o padre Jorge Vilaça. Falando à margem da Festa das Famílias, o sacerdote lembrou que este é o espaço da Arquidiocese de Braga com mais sacerdotes residentes por metro quadrado. «E, de facto, esta não é a casa mais visitada da diocese», vincou.