Arquidiocese de Braga -
24 maio 2026
Vigília de Pentecostes leva alegria da Igreja às ruas de Braga
DM - Jorge Oliveira
Vários Movimentos, Obras e Associações Laicais da Arquidiocese de Braga espalharam cor, animação e alegria pelo centro histórico de Braga durante a peregrinação integrada na vigília de Pentecostes, realizada ontem, dia 23 de maio, sob o lema “Juntos, servidores criativos, no Caminho de Páscoa”.
Presidida pelo Bispo Auxiliar de Braga D. Nélio Pita, a caminhada ligou quatro igrejas da cidade, incluindo a Catedral, num momento especial de oração, comunhão e testemunho de fé.
Nem as atividades da Braga Romana, nem o Pasacalles do Festival de Tunas Académicas da Universidade do Minho (FITU), interferiram ou retiram visibilidade e brilho a esta iniciativa da Vigararia dos Leigos, Família e Vida da Arquidiocese de Braga, animada com contagiantes cânticos interpretados pelo grupo O Caminho Neocatecumenal.
D. Nélio Pita saudou a presença dos vários movimentos laicais, referindo que eles são o sinal de que o Espírito Santo põe a Igreja em movimento.
«Não somos uma igreja museu, uma igreja estática, mas uma Igreja em movimento, uma Igreja de alguma forma atrevida, que sai à rua e dá testemunho. E é isso que hoje [ontem] estamos a fazer, congregados, como um povo que reza, que ora, e depois sai à rua, sem necessidade de fazer discursos na praça pública», salientou.
O prelado deixou o desejo de que a peregrinação de ontem na vigília de Pentecostes «contagie», de alguma forma, as paróquias que, por alguma razão, ainda não contam com a presença de movimentos laicais, e incentivou as comunidades a abrirem-lhe as portas. «Os movimentos laicais são uma riqueza para a Igreja, nascem da ação do Espírito Santo e podem, de facto, renovar e transformar uma comunidade paroquial. E, é por isso, que é importante que as comunidade paroquiais abram as portas e acolham estes movimentos para que eles dêem um contributo na formação do Povo de Deus», acrescentou.
A vigília de Pentecostes teve início na igreja do Pópulo, com um momento de Adoração e de cânticos ao Santíssimo Sacramento, num ambiente de recolhimento, em que foi recordada uma mensagem do Papa Francisco deixada na Jornada Mundial da Juventude de 2023, em Lisboa, sobre a importância da oração de adoração na vida da Igreja.
Na igreja dos Terceiros, houve um tempo de meditação e invocação do Espírito Santo, também com cânticos, e oração a Maria.
A meditação prosseguiu na Basílica dos Congregados, também pontuada por cânticos. Já na igreja de Santa Cruz, foi lida uma passagem da Leitura dos Atos dos Apóstolos (Atos 2, 1-4), seguida de meditação e cânticos.
A vigília culminou na Catedral com cânticos e preces pela Igreja, pela paz no mundo, pelos mais necessitados, pelos jovens e por todo o Povo de Deus.
As orações foram enquadradas por um dos trechos da mensagem para Visita Pastoral ao Arciprestado de Fafe, em que o Bispos afirmam: «Vivemos tempos de grandes transformações no mundo e também na Igreja. Múltiplos riscos sobrevoam a humanidade, que assiste a uma espécie de terceira guerra mundial fragmentada, a acontecer cada dia, com incontáveis e graves atentados à dignidade inviolável da vida humana».
Os cânticos litúrgicos tiveram acompanhamento ao órgão pelo cónego Juvenal Dinis. A vigília contou ainda com a colaboração de seminaristas, orientados pelo padre Tiago Costa, do diácono José Maria Costa e alguns casais.
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