Arquidiocese de Braga -
14 julho 2026
Igreja de Braga acolhe três novos padres com total disponibilidade para servir
DM - Jorge Oliveira
O Arcebispo Metropolita de Braga, D. José Cordeiro, preside, no próximo domingo, dia 19 de julho, à ordenação de três presbíteros, numa cerimónia solene na Sé Primaz, a partir das 15h30.
Os novos candidatos ao sacerdócio são Bruno Pinto, Carlos Furtado e Diogo Antunes, os quais fizeram a sua formação no Seminário Maior de Braga.
Concluído o período de formação e um ano de estágio pastoral em comunidades da Arquidiocese de Braga, os três diáconos afirmam estar preparados para abraçar o sacerdócio com espírito de serviço, disponibilidade total e confiança em Deus, e que querem viver o seu ministério sempre em comunhão e proximidade com as comunidades que lhes forem confiadas.
Bruno Pinto escolheu como lema sacerdotal uma paráfrase de um versículo da passagem do chamamento de Samuel: “A lâmpada de Deus não se apagou”. O futuro sacerdote explica que, através deste lema, quer exprimir a confiança de que Deus permanece, caminha e o acompanha a cada passo que der.
«Aquele que me chamou é Aquele que me acompanha e Aquele que me envia e que estará sempre comigo. É nessa certeza que eu quero fundar o meu ministério e o serviço que possa vir a desempenhar nesta Igreja de Braga», afirma, numa entrevista ao Departamento Arquidiocesano da Comunicação Social (DACS), conduzida por Renata Rodrigues.
Carlos Furtado escolheu como lema sacerdotal a frase “Servidor da vossa alegria”, inspirada na Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios. Para o diácono, o sacerdócio deve ser vivido numa atitude de serviço, em fidelidade ao Evangelho, e não como um exercício de superioridade.
«Não somos senhores, mas servidores. Queremos ajudar as pessoas a crescer na fé e a encontrar a verdadeira alegria em Deus», refere.
Já Diogo Antunes adotou como lema presbiteral as palavras do Evangelho de São João: “Não fostes vós que me escolhestes, fui eu que vos escolhi”, pois considera que a vocação sacerdotal nasce da iniciativa de Cristo.
«Acredito que não fui eu que escolhi Cristo, mas foi Cristo que me escolheu e que me destinou para esta missão. E é na perspetiva de poder servir que abraço esta missão. Quero que as minhas mãos, os meus pés e o meu discernimento sejam sempre em louvor de Cristo», disse.
Nesta entrevista ao DACS, no interior da Sé de Braga, os três futuros padres contam como foi o estágio pastoral neste último ano e descrevem o diaconado como uma etapa decisiva na preparação para o sacerdócio.
Bruno Pinto realizou o estágio pastoral na Paróquia de Nosso Senhor dos Navegantes, nas Caxinas, em Vila do Conde, onde afirma ter experimentado de forma concreta a vida da comunidade.
«Foi um tempo de graça», resume, frisando que a proximidade às pessoas permitiu «sentir na realidade» aquilo que estudou e preparou na formação do Seminário e na formação académica.
«Sentimos as dores e as alegrias das pessoas que estão e caminham connosco, percebemos o que é partilhar a mesma fé, partilhar o mesmo sentido de comunidade. E tudo isso prepara-nos para aquilo que será o nosso ministério presbiteral ao serviço desta Igreja em Braga», acrescentou.
Carlos Furtado fez o seu estágio na Paróquia de Santa Eulália de Fafe e na Paróquia de Santa Comba de Fornelos e teve ainda algumas experiências em algumas paróquias ao redor de Fafe.
O diácono destaca o acolhimento recebido pelos sacerdotes locais, pelos orientadores de estágio e pelas comunidades.
«O testemunho de fé da comunidade e a amizade sacerdotal são sinais de esperança que alimentam a alegria do nosso ministério», afirma.
Diogo Antunes estagiou nas Paróquias de Divino Salvador de Joane e de Santa Marinha de Mogege, no arciprestado de Vila Nova de Famalicão. Considera que o diaconado lhe permitiu conhecer novas realidades e aprofundar a missão de anunciar Cristo.
«Foi um tempo essencialmente de graça, de experiência e de reconhecimento de que somos chamados a transmitir Cristo às comunidades», disse.
À medida que se aproxima o tempo da ordenação sacerdotal, os três diáconos reconhecem que estão a viver dias de particular intensidade emocional. Bruno Pinto fala num misto de entusiasmo, nostalgia e confiança perante o início de uma nova etapa, enquanto Carlos Furtado descreve este período como um tempo vivido com alegria, embora acompanhado pela «ansiedade» própria de um tempo marcante.
Diogo Antunes destaca sobretudo o sentimento de gratidão pelo percurso realizado, pelas comunidades que o acolheram e pela missão que agora se prepara para assumir.
Questionados sobre aquilo que desejam oferecer à Arquidiocese de Braga enquanto sacerdotes, os três futuros presbíteros convergem na mesma ideia: disponibilidade total para servir e anunciar Cristo junto das comunidades.
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