Arquidiocese de Braga -

16 março 2017

Crianças Missionárias

Fotografia Marta Oliveira

CMAB

Marta Oliveira, Jovens sem Fronteiras, São Cristóvão de Selho, Guimarães

“De todas as crianças do mundo, sempre amigos” - a primeira vez que ouvi esta saudação da Infância Missionária (IM) foi pela voz das crianças do Bairro da Ajuda, em Bissau (Guiné-Bissau), em agosto de 2014, no projeto missionário “Ponte”, do movimento católico “Jovens Sem Fronteiras”, ao qual pertenço.

Estas crianças, na sua simplicidade e alegria, mostraram-me a humanidade presente em cada um dos seus corações, querendo sentir-se em comunhão com aquelas que vivem nos restantes continentes. Essa comunhão surge pelo conhecimento dessas crianças que vivem longe, mas sobretudo pela oração: a Irmã Laura Aguilar organiza a IM naquele bairro e faz de cada encontro um momento de oração e de alegria para aquelas crianças, que já se sentem pequenos missionários.

Quando regressamos de um projeto missionário, regressamos também para aqueles com quem percorremos este caminho, que inclui sempre a nossa paróquia. Ousamos partir em Missão, ousamos regressar para a continuar, e, no meu caso, vim motivada para trazer para S. Cristóvão de Selho, Guimarães, a alegria que encontrei no Bairro da Ajuda. Queria partilhar com as crianças da minha comunidade que existem crianças na Guiné-Bissau que rezam por elas e torná-las assim visíveis no coração deste grupo, que pode também ser feito de pequenos missionários.

Partilhei no meu grupo de jovens a ideia de desenvolver a IM e, com o apoio do nosso Pároco, formámos um grupo de IM que acolhe crianças do 1.º ao 6.º ano de catequese. Estes meninos e estas meninas não perdem tempo e já querem caminhar na Missão, tendo como exemplos Santa Teresinha do Menino Jesus e S. Francisco Xavier, os padroeiros das Missões e também da IM.

Como animadora do projeto, considero importante estar em sintonia com o que acontece em Portugal. Nesse sentido, participei na formação realizada em Braga, a 25 de fevereiro, organizada pelo Secretariado Nacional das Obras Missionárias Pontifícias.

A ação pretendeu responder a três inquietações: “Porque devemos falar da IM em Portugal?”; “Como a IM pode ser complemento à nossa catequese?”; “Como podemos implementar e fazer com que a IM faça parte da nossa paróquia?”. Foi um momento enriquecedor, que permitiu falar de Missão com as crianças e conhecer a organização da iniciativa no país.

A IM é uma das quatro Obras Missionárias Pontifícias e afirma-se como um caminho de missão para os mais novos, que pretende levar esta alegria aos seus corações, despertando-lhes o sentido do outro.

Artigo publicado no Suplemento Igreja Viva de 16 de março de 2017.


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