Arquidiocese de Braga -

17 outubro 2026

Entre fé, música e saudade, brasileiros celebram Nossa Senhora Aparecida em Guimarães

Fotografia

Iniciativa da Pastoral da Mobilidade Humana e do Centro Missionário da Arquidiocese de Braga reuniu a comunidade brasileira num encontro marcado pela oração, pela emoção e pelo desejo de reforçar a proximidade da Igreja com os migrantes.

A saudade do Brasil, a devoção a Nossa Senhora Aparecida e a alegria do reencontro marcaram a noite de 11 de outubro, em Guimarães. A Pastoral da Mobilidade Humana e o Centro Missionário Arquidiocesano promoveram uma celebração que reuniu brasileiros residentes na região, num momento de fé, música e partilha.

Na véspera da festa de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Padroeira do Brasil, a iniciativa procurou aproximar a Igreja das comunidades migrantes, proporcionando um espaço de encontro com as tradições religiosas e culturais da terra natal.

A celebração começou com a oração do terço, durante a qual foi recordada a história de Nossa Senhora Aparecida, cuja imagem foi encontrada nas águas do rio Paraíba do Sul, em 1717. Junto à imagem da Padroeira e à bandeira brasileira, os participantes reviveram uma devoção profundamente enraizada na identidade religiosa do Brasil.

Seguiu-se a Eucaristia, presidida pelo padre Paulino Carvalho, que acolheu os participantes e recordou, na homilia, a dimensão universal da Igreja, sublinhando que todos são convidados a participar no banquete do Senhor.

Canções que trouxeram o Brasil mais perto

Um dos momentos mais emocionantes da noite aconteceu após a Eucaristia, durante o concerto conduzido por Carlos Muniz, músico católico residente em Braga e diretor da Pastoral da Mobilidade Humana da Arquidiocese.

O repertório foi escolhido para despertar memórias e aproximar os participantes das expressões de fé que marcaram as suas vidas no Brasil.

Ao som de «Romaria», de Renato Teixeira, a entrada da imagem de Nossa Senhora Aparecida no espaço do concerto emocionou os presentes, levando alguns às lágrimas.

Seguiram-se canções do padre Zezinho, do padre Marcelo Rossi e de Frei Gilson, num ambiente de participação e recordação que transformou a música num elo entre a terra de origem e a comunidade que os acolhe.

Uma Igreja que vai ao encontro dos migrantes

A noite terminou com um momento de convívio, marcado pela partilha de um lanche e por conversas entre os participantes e os responsáveis pastorais.

Mais do que uma celebração pontual, o encontro permitiu reconhecer a importância de reforçar a presença e o acompanhamento pastoral junto das comunidades migrantes que vivem em Guimarães.

Para a Pastoral da Mobilidade Humana e o Centro Missionário Arquidiocesano, esta experiência evidenciou a existência de oportunidades para desenvolver novas iniciativas de proximidade, não apenas com a comunidade brasileira, mas também com pessoas de outras nacionalidades que procuram um espaço de acolhimento, integração e vivência da fé.

A iniciativa recordou, assim, que a missão da Igreja junto dos migrantes vai além da organização de celebrações religiosas: passa também pela escuta, pela criação de laços e pela construção de comunidades onde ninguém se sinta estrangeiro.