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DACS | 14 Out 2021
Dia Mundial das Missões celebra-se a 24 de Outubro
Na sua Mensagem para este dia, Francisco recorda a missão da Igreja e de todos os cristãos.
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O Dia Mundial das Missões celebra-se no dia 24 de Outubro e tem como tema "Não podemos calar o que vimos e ouvimos" (At 4,20).

O versículo foi extraído dos Actos dos Apóstolos, o livro que os missionários “têm sempre à mão” para mostrar como “o perfume do Evangelho” se difundiu através dos Apóstolos, refere o Papa Francisco na sua Mensagem para este dia.

"Com Jesus, vimos, ouvimos e constatamos que as coisas podem mudar. Ele inaugurou – já para os dias de hoje – os tempos futuros, recordando-nos uma caraterística essencial do nosso ser humano, tantas vezes esquecida: «fomos criados para a plenitude, que só se alcança no amor» (Fratelli Tutti, 68). Tempos novos, que suscitam uma fé capaz de estimular iniciativas e plasmar comunidades, a partir de homens e mulheres que aprendem a ocupar-se da fragilidade própria e dos outros (Fratelli Tutti, 67), promovendo a fraternidade e a amizade social", escreve Francisco.

E, se os tempos de então "não eram fáceis", o momento que hoje vivemos também não é, com a pandemia a evidenciar e aumentar o sofrimento, a pobreza, a solidão e as injustiças, sobretudo dos mais vulneráveis.

"Neste tempo de pandemia, perante a tentação de mascarar e justificar a indiferença e a apatia em nome dum sadio distanciamento social, é urgente a missão da compaixão, capaz de fazer da distância necessária um lugar de encontro, cuidado e promoção. «O que vimos e ouvimos» (At 4, 20), a misericórdia com que fomos tratados, transforma-se no ponto de referência e credibilidade que nos permite recuperar e partilhar a paixão por criar «uma comunidade de pertença e solidariedade, à qual saibamos destinar tempo, esforço e bens» (Fratelli Tutti, 36)", sublinha o Pontífice.

O tema deste ano é, portanto, um convite a cada cristão para "cuidar e dar a conhecer aquilo que tem no coração", dedicando-se à missão da Igreja, a evangelização.

"No isolamento pessoal ou fechando-se em pequenos grupos, a nossa vida de fé esmorece, perde profecia e capacidade de encanto e gratidão; por sua própria dinâmica, exige uma abertura crescente, capaz de alcançar e abraçar a todos. Atraídos pelo Senhor e a vida nova que oferecia, os primeiros cristãos, em vez de cederem à tentação de se fechar numa elite, foram ao encontro dos povos para testemunhar o que viram e ouviram: o Reino de Deus está próximo", sublinha o Santo Padre.

Francisco recorda ainda os missionários, sobretudo aqueles que foram capazes de "partir, deixar terra e família para que o Evangelho pudesse atingir sem demora e sem medo aqueles ângulos de aldeias e cidades onde tantas vidas estão sedentas de bênção".

"Contemplar o seu testemunho missionário impele-nos a ser corajosos e a pedir, com insistência, «ao dono da messe que mande trabalhadores para a sua messe» (Lc 10, 2), cientes de que a vocação para a missão não é algo do passado nem uma recordação romântica de outrora. Hoje, Jesus precisa de corações que sejam capazes de viver a vocação como uma verdadeira história de amor, que os faça sair para as periferias do mundo e tornar-se mensageiros e instrumentos de compaixão. E esta chamada, fá-la a todos nós, embora não da mesma forma", conclui, pedindo especial atenção às periferias.

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