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25 Out 2021
LOC/MTC: “Trabalhadores e trabalho continuam a ser esquecidos”
A Assembleia Diocesana reelegeu como coordenadora diocesana Fátima Pinto, oriunda do grupo de Delães, Famalicão.
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  © LOC/MTC

A Assembleia Diocesana de Militantes da Liga Operária Católica/Movimento de Trabalhadores Cristãos – LOC/MTC da Arquidiocese de Braga esteve reunida no dia 23 de Outubro. Durante a reunião foi aprovado o novo plano de acção e de actividades para 2021/2022 e foram eleitos os novos coordenadores diocesanos. 

A LOC/MTC está preocupada com as condições de trabalho actuais e alertou para o surgimento do “precariado”, em que “os trabalhadores são confrontados com a sua actividade laboral sem vínculo permanente ou estável, com empregos incertos e inseguros, baixos salários, horários longos, sem contratos de trabalho efectivos”.

“A realidade que vivemos desafia-nos a manter o trabalho na ordem do dia; os nossos políticos falam de economia, de desenvolvimento, finanças, infraestruturas, de tudo e mais alguma coisa, enquanto o trabalho e os trabalhadores continuam a ser esquecidos, como se fossem desnecessários. Se algo positivo a pandemia nos mostrou, e apesar de todas as contrariedades, foi deixar claro que sem trabalhadores não há economia!”, afirma a LOC/MTC em comunicado. 

O organismo explica que as novas realidades laborais deixaram de ser uma excepção ou de acontecerem de forma provisória para se tornarem em realidades permanentes, com os trabalhadores com salários mais baixos a serem sujeitos a pressões, abusos e instabilidade.

“O sistema de segurança no trabalho continua frágil e com muitas falhas, todos os anos morrem muitos trabalhadores nos seus locais de trabalho. Os acidentes têm consequências nefastas  no plano material e moral. Para alem dos sofrimentos físicos e morais que causam, são perdas irreparáveis para as famílias e para a sociedade em geral. Acreditamos que se houvesse mais fiscalização e a legislação fosse devidamente aplicada, os acidentes mortais diminuiriam”, alertam.

A LOC/MTC tem como “prioridade a promoção da dignidade e igualdade entre homens e mulheres e o respeito pelos direitos conquistados” e pede a todos os militantes que ajudem a combater o precariado e a cultura do descarte.

“Os militantes da LOC/MTC acreditam que é possível conciliar o trabalho com a vida familiar. Não dispensam o valor da família reunida para tomar as refeições, passear, visitar os doentes, celebrar a fé e desfrutar do Domingo. Há muitos trabalhos ao Domingo que são dispensáveis, como a indústria e comércio. Os militantes da LOC/MTC reafirmam que os trabalhadores têm direito a poder planificar a sua vida para além do trabalho; têm direito ao Domingo Livre e à redução dos tempos de trabalho, para que todos tenham trabalho”, afirmam.

A Assembleia Diocesana reelegeu como coordenadora diocesana Fátima Pinto, oriunda do grupo de Delães, Famalicão. Como vice-coordenador, elegeu Albano Cruz, do grupo de Vila Nova de Sande, Guimarães.

O Arcebispo Primaz, D. Jorge Ortiga, presidiu à sessão e apelou aos presentes para ajudarem “a curar as feridas do mundo do trabalho”, numa alusão ao plano pastoral arquidiocesano, pedindo também o empenhamento da LOC/MTC na dinamização do Sínodo a partir dos diferentes grupos.

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Palavras-Chave:
LOC/MTC  •  Trabalho  •  Precariado
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