Arquidiocese de Braga -
12 maio 2006
No Dia Diocesano da Família: Família e os Valores

Fotografia
Departamento Arquidiocesano da Pastoral Familiar
\nO Departamento Arquidiocesano da Pastoral Familiar promove, no próximo dia 14 de Maio pelas 15.00 horas, no Sameiro, a realização do Dia Diocesano da Família. O programa, associado à comemoração do dia internacional da família, integra a celebração eucarística, a que se digna presidir D. Jorge Ortiga que, na oportunidade, irá conceder a bênção aos casais que, estando presentes, completem, no corrente ano, 25, 50 ou 60 anos de matrimónio. Estão inscritos 70 casais de bodas de prata e 25 de prata. Tal como nos anos anteriores, aguarda-se uma grande concentração das famílias desta parcela do Povo de Deus que é a Diocese de Braga e que, deste modo, terão a oportunidade de dar público testemunho da sua fidelidade aos valores do matrimónio cristão. É muito importante que o façam, na afirmação inequívoca de que, não obstante as forças que teimam em dar dela imagens que a agridem e deformam, a Família se mantém fiel aos desígnios do Seu Criador e continua a ser, contra ventos e marés, a verdadeira comunidade de Vida e do Amor. Num dos documentos do seu fecundo pontificado João Paulo II deixa-nos um apelo angustiante e vigoroso: "Família, torna-te aquilo que és!" (Familiaris Consortio, n.º 17), e proclama, na conclusão daquele documento, que "o futuro da humanidade passa pela Família!". É por isso muito importante que as famílias desta Diocese respondam a este apelo e exprimam, desse modo, a saudosa memória de João Paulo II. É reconhecido que "a igreja doméstica, que é a Família, vive actualmente, mesmo na terra em que se constitui e cresce, as angústias e as provações, as inclemências e os desesperos dos tempos e lugares de diáspora". Com a crescente descaracterização da Família, assiste-se, por arrasto, à descaracterização da Vida, do Amor, do matrimónio, da sexualidade, das instituições, da autenticidade, até dos próprios povos e nações, perdendo-se de vista os valores fundamentais que a definem e lhe conferem o indispensável suporte da sua estabilidade existencial e são o sustentáculo da sua identidade e missão. Toda a descaracterização é empobrecimento e deformação. É por tudo isto que é muito importante que as famílias da nossa Diocese - como as de todas as dioceses deste país e do mundo - mostrem aquilo que são, na autenticidade da sua vivência cristã: igreja doméstica, angustiada, mas confiante, oprimida mas liberta, descaracterizada mas diferente, debilitada mas viva, sofredora mas alegre, humana mas divina. Departamento Arquidiocesano da Pastoral Familiar
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