Arquidiocese de Braga -

4 janeiro 2026

Processo do discípulo missionário deve ser levado para ajudar as comunidades

Fotografia DM

DM

A Equipa Renovar da Arquidiocese de Braga promoveu ontem durante toda a manhã um encontro, onde explicou o processo de formação do discípulo missionário à luz do magistério da Igreja, e que passos podem ser dados em cada uma das comunidades.

«Temos destinatários diferentes, temos pessoas que estão muito empenhadas na sua fé às quais temos que dar um tipo de alimento, temos pessoas que estão praticamente a zero na sua fé a quem temos de dar outro tipo de alimento. E é importante fazer a diferenciação destes destinatários para darmos coisas diferentes», explicou ao Diário do Minho o padre Sérgio Torres.

O coordenador da equipa comparou mesmo este processo ao do matrimónio. «Quem está casado há dez ou 15 anos não precisa de algumas indicações sobre como é que se namora. Mas, quem ainda está num processo ainda de namoro, ou seja, numa relação incipiente, precisa de outro tipo de informação ou formação. É isto que nós queremos fazer. Quem está a aproximar-se da Igreja pela primeira vez, no início de namoro com Jesus, precisa de uma coisa, até que chega aquele momento de conversão em que possa dizer “é isto que eu quero, eu quero mesmo seguir Jesus”». disse. Assim, durante a manhã de ontem, a Equipa Renovar explicou aos presentes como é que através do encontro com Jesus, da conversão, do discipulado, da comunhão e da missão se pode encontrar um processo. «O nosso objetivo é este, é começar a ajudar as pessoas a dizerem “vamos olhar para as nossas comunidades, vamos ver quem está neste ponto do processo ou naquele e vamos encontrar portas de entrada ou portas de aprofundamento para quem está nestas situações”», explicou o padre Sérgio Torres. 

A iniciativa foi dirigida a quem quis participar, tivesse, ou não, estado presente no Renovar. No futuro próximo mais encontros deste género vão acontecer, alguns dos quais online, para conseguir alcançar o maior número de pessoas. Com esta configuração, este foi o primeiro. «No ano passado, entre o primeiro e o segundo Renovar, fizemos, creio que de dois em dois meses, um encontro onlline para darmos continuidade. Há pessoas aqui que já são fruto dessa continuidade. Creio que até o aumento do número de pessoas, praticamente o dobro, de 450 para 950 no último Renovar também já foi fruto dessa continuidade. O importante é iniciarmos processos, conseguirmos pôr a andar, caso contrário só estamos a ocupar um espaço, fazemos uma coisa, cumprimos um programa, tem um a boa avaliação, mas depois não continua, e isto não serve para nada. Nós achamos que vamos a uma formação, mas precisamos de interiorizar. É isto que estamos a tentar fazer agora», vincou.

No fundo, acrescentou, «é como se o Renovar tivesse sido uma bomba de energia, de calor, que nos dinamiza a todos, mas, depois a maior parte das pessoas, ao regressar a casa, fica sozinha, e o que estamos a fazer a tentar encontrar quem seja o fermento dentro da massa».